Mostrando postagens com marcador Brasil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Brasil. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Phones on: Realejo pelo Teatro Mágico





Descobri este grupo no beneficio de um namoro uma a vez. O show deles é fantastico, combinando teatro e musica e circo. Todas as musicas estao para download no site deles, é uma caracteristica deles, música para todos. [La estao os proximos shows também]  http://oteatromagico.mus.br/wordpress/





Será que a sorte virá num realejo?
Trazendo o pão da manhã, a faca e o queijo
Ou talvez um beijo teu que me empreste a alegria
Que me faça juntar todo resto do dia
Meu café, meu jantar
Meu mundo inteiro
Que é tão fácil de enxergar
E chegar

Nenhum medo que possa enfrentar
Nem segredo que possa contar
Enquanto é tão cedo, tão cedo
Enquanto for um berço meu
Enquanto for um terço meu
Serás vida bem vinda
Serás viva bem viva
Em mim

Será que a noite vira num vilarejo
vejo a ponte que levara o que desejo
admiro o que há de lindo e o que há de ser… você
Enquanto for um berço meu
Enquanto for um terço meu
Serás vida bem vinda
Serás viva bem viva
Em mim

“Os opostos se distraem
Os dispostos se atraem”





quinta-feira, 26 de julho de 2012

Menu: Strogonoff Veggie





Strogonoff Veggie
 

Receita da minha mãe, qual  é a melhor de todo o universo dito com toda a imparcialidade. E como virei veggie, meu irmão maravilhoso caçou uma adaptação apropriada para podermos continuar fazendo aqui em casa e comermos juntos.

2 cebolas raladas
1 colher de sobremesa de manteiga
1 vidro pequeno de cogumelos
3 tomates (ou molho de tomate)
1 colher de sopa mostarda
1 colher de sopa de catchup
1 colher de sopa de molho inglês
1 lata de creme de leite
3 ou 4 batatas
1/2 couve flor
Sal a gosto.

Batata palha.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Menu: Berinjela Turca




2 berinjelas grandes;
1/2 xic de azeitonas pretas picadas;
1 maço de salsinha picado;
2 raminhos de hortelã;
2 colheres de sopa de zattar (tempero sírio fácil de achar em emporios de temperos);
1 limão médio;
1/2 de colher de sobremesa de sal;
1/2 xicara de azeite de oliva; 

Arte em palavras: Poemas Malditos, Gozosos e Devotos VI por Hilda Hilst



ss3736


Se mil anos vivesse
Mil anos te tomaria.
Tu.
E tua cara fria.

Teu recesso.
Teu encostar-se
Às duras paredes
De tua sede.

Teu vício de palavras.
Teu silêncio de facas.
As nuas molduras
De tua alma.

Teu magro corpo
De pensadas asas.
Meu verso cobrindo
Inocências passadas.
Tuas.

Imagina-te a mim
A teu lado inocente
A mim, e a essa mistura
De piedosa, erudita, vadia
E tão indiferente.

Tu sabes.

Poeta buscando altura
Nas tuas coxas frias.

Se eu vivesse mil anos
Suportaria
Teu a ti procurar-se.
Te tomaria. Meu Deus,
Tuas luzes. Teu contraste...




Phones On: Chega de Saudade por Tom Jobim e Vinicius de Moraes





Não sei bem como Vinicius e Tom chegaram lá em casa, na realidade, creio que eles chegaram antes de mim. Pois, desde pequena eles eram aquela constante enchendo a casa com suas músicas e suas poesias. Claro, que outra influencia da minha mãe que cantava as músicas dele como contava contos de fadas para mim. Bossa Nova entre Cinderela e A Pequena Sereia. Essa música é tão envolvente, tão simples, e o que mais brasileiro que se falar de saudades... A mente destes dois era um escândalo de extraordinária. 



Vai, minha tristeza, e diz a ele
Que sem ele não pode ser
Diz-lhe, numa prece, que ele regresse
Porque eu não posso mais sofrer

Chega de saudade, a realidade é que sem ele
Não há paz, não há beleza
É só tristeza e a melancolia
Que não sai de mim, não sai de mim, não sai


Mas, se ele voltar, se ele voltar
Que coisa linda, que coisa louca
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei na sua boca

Dentro dos meus braços
Os abraços hão de ser milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim

Que é pra acabar com esse negócio de vc viver longe de mim
Não quero mais esse negócio de você viver assim
Vamos deixar desse negócio de você viver sem mim...






domingo, 17 de junho de 2012

Menu: Pão fofinho e Pan Amasado



 Pão fofinho 

Pão caseiro da serra catarinense, receita da minha vó Maria.

3 ovos inteiros
2 xic de chá de leite morno
3 colheres de sopa de açucar
2 colher de sopa de fermento biologico
1/2 de oleo
1 colher de cha de sal


Focus: Jorge & Zélia





Aos 14 anos, li o meu primeiro Jorge Amado: Capitães de Areia. Era dever de escola. E me apaixonei em como aquele baiano tinha tanta coragem de escrever sobre a vida, nos mais variados e fantásticos e reais personagens... Misturando a sensualidade, a cultura, a tradiçao, a fé, os tabus, a injustiça, as sagas, os segredos, o espiritual...O ritmo dele em cada frase era como musica... Podia ser algo da Terra dele tao distante da minha, mas ecoava aqui no Sul para mim igualmente. 

Quando menor, já tinha acompanhado historias dele em novelas e filmes, e achava tao divertido que a minha mãe sabia o que acontecia com os personagens antes do capítulo passar. Então, recorri a ela e sua estante de livros e li um livro de Jorge atrás do outro. 
>

sábado, 16 de junho de 2012

Habla por sí: Carne Humana Especial

Arte em palavras: Amor-Perfeito por Cecília Meirelles






Quando  criança, minha Vó Maria me dava um ramalhete de amor-perfeito para guardar dentro dos livros. Você  coloca cada flor no meio das páginas, e passado o tempo, ela fica como seda. Então, fica aquela linda surpresa colorida e cheia de significados para sempre. 

"Suas cores são as de outrora,

com muito pouca diferença:

o roxo foi-se quase embora,

o amarelo é vaga presença.

E em cada cor que se evapora

vê-se a luz do jardim suspensa.



Tão fina foi a vida sua,
tão fina é a morte em que descansa!
Mais transparente do que a lua,
mais do que as borboletas mansa!
Tanto o seu perfil atenua
que, em peso, é menos que a lembrança.

Veludo de divinos teares,
hoje seda seca e abolida,
preserva os vestígios solares
de que era feita a sua vida:
frágil coração, capilares
de circulação colorida.

Se o levantar entre meus dedos,
pólen de tardes e sorrisos
cairá com tímidos segredos
de tempos certos e imprecisos.
Ó cinco pétalas, ó enredos
de sentimentais paraísos!

Mas de leve gota pousada
no veludo, - mole diamante
que foi a resposta da amada,
que foi a pergunta do amante –
dela não se verá mais nada:
perdeu-se no vento inconstante".






domingo, 11 de março de 2012

Pipoca: 1o Trailer de On The Road





Waltinho fez bonito de novo em outro road movie : fotografia linda, roteiro promissor, excelente elenco... Se repetir o que ele fez com Diarios de Motocicleta, ficarei eternamente feliz.

É outro livro clássico, outra adaptaçao complicada...Mas se o Copolla disse sim e ele tem paixão por este projeto, ponho fé. Prefiro mil vezes Diarios e Into the Wild como livros, mas On The Road é um classico beat e tem seu mérito (que encontro boa parte super valorizada).

 
Adorei a voz do Salt dada por Sam Riley, Garret Hedlund está muito bem como o inconsequente Dean, Kristen Stewart está divina como Marylou e tem a chance de se livrar do esteriótipo de Twi e voltar aos filmes indies...Agora é esperar junho!




sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Brincando com as letras: Janaína



                                                                                                     Cabo Ledo - Angola - 2010               
                                                                                                                              
Janaína

Quem és tu, sereia?
Caprichosa, voluptuosa, generosa mãe?

És Nossa Senhora branca?
És Yara guerreira índia?
És Yemanjá Orixá negra?

O mar e a espuma te vestem em tuas cores,
Bailas pela corrente com espelho na mão,
Irresistível tua voz em cantiga,
Recebes os cestos oferecidos,

Presentes em suplicas para ti, Yèyé omo ejá.





terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Brincando com as letras: O Rio em Janeiro



- Senhora tem rosa amarela?
A velha vendedora conversava animada para fora da loja,
O dia tinha ainda ressaca do novo ano;
Ruas eram promessas, nem os turistas tinham aparecido,
E a senhora que tudo já tinha visto, parecia não se surpreender.

- Não tem não, mas leva a azaléia.
A moça olhou para a flor mostrada, era bonita mesmo,
Todavia não servia o objetivo no novo ano.
Ela olhou em volta, perdida nos matizes e cheiros,
Sabia que naquele dia seria difícil encontrar rosas de quaisquer.

- É para Oxum, vozinha, que mais posso levar?
Um sorriso de compreensão vislumbrou-se no rosto negro,
A Rainha de Ijexá rege aquele novo ano;
Viu através da pele alva da compradora, a filha do Orixá Mãe.
Lágrimas, ouro, vaidade, crianças, erótico, água, tato, beleza, coração.

- Leva palma amarela, filha. Oxum vai gostar.
Pensamento correu rápido à mente do amigo antigo da vendedora,
Que talvez algo mudaria com o novo ano,
Ele esperava ainda do lado de fora para terminar a prosa;
Filho de Iansã, sempre lamentara como os jovens esqueciam a tradição.

-Yemanjá, sereia minha, peço licença. Estas são à Oxum, minha mãe.
O infinito de Copacabana lambeu as flores e as engoliu em sua oscilação,
As areias luziam as memórias do festejo do novo ano;
Garrafas, esperanças, oferendas, lixo, promessas.
A moça contemplou tudo, respirou bem fundo, sorriu e rumou ao Sul.





“...É melhor ser alegre que se triste,
A alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração...”


                                                                                                                         Rio de Janeiro -Brasil - 2012