"Quando escrevo, sinto um alivio, a minha dor desaparece, a
coragem volta... Ao escrever sei esclarecer tudo - os meus pensamentos, os meus
ideais, as minhas fantasias".
Lembro-me da minha mãe passando este para que eu o lesse, era 1989 e o livro tinha o nome da minha prima Jamili na folha de rosto, e não era bem este... Era a versão antiga, em capa branca com fontes vermelhas e uma foto da Anne mais jovem.
Eu o li sentindo-me a própria Kitty, a confidente de Anne..Seu Diario, seu escape. Eu o li sentindo toda as frustrações dela com os adultos, com seus desentendimentos com sua mãe, com seus amores impossíveis, sua admiração pelo seu pai, com seus sonhos, com o sentimento de não ser dona da sua vida, de se sentir incompreendida pelos outros, não querer estar ali... Eram os meus também.
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