A América Latina ainda é uma vergonha em
direitos reprodutivos femininos. Temos uma das politicas mais
restritivas do mundo sobre o aborto, onde países como o Chile, El
Salvador e Nicarágua não o permitem nem em cado de ESTUPRO. Alinhando-se a grupos de países mulçumanos como Iran e Afeganistão, quais direitos femininos são nulos.
Mas ainda há esperança ao sul do Continente, pois seguindo sua sempre
legislatura de vanguarda, o Uruguai acaba de retirar as sanções penais
na interrupção da gravidez nas primeiras 12 semanas, ou 14 semanas no
caso de estupro. Ou seja, um pais que sempre conseguiu entender o que É
uma democracia LAICA; onde os ROSÁRIOS ficam foram dos úteros das
mulheres, e onde não há a hipocrisia de PENSAR que abortos não são
cometidos todos os santos dias (quem tem dinheiro sobrevive).
Não é para menos que o Uruguai foi o 1o pais latino americano a aprovar
nacionalmente o divorcio (1907), o voto feminino (1917), eutanásia ativa (1934), o casamento
homo afetivo (2007), adoção de casal do mesmo sexo (2009), direitos civis
são direitos do cidadão e não do Estado. E onde a mulher não é cidadã de 2a categoria ou propriedade alheia.
Aqui por quase 70 anos, brasileiros iam se casar no Uruguai para poder se
beneficiar da lei do divorcio posteriormente, e bradar que AINDA era um
pais de moral e costume, onde lei alguma quebrava a sacra família...
Nem protegia os filhos de lares desfeitos, partilha igualitária de bens,
violência domestica... Esses meros detalhes. É vergonhoso que apenas a
Ditadura Militar conseguiu "impor" a lei do divorcio, numa covardia
moral congressista de décadas.