quarta-feira, 27 de junho de 2012
Fragmentos: Doce Curiosidade Infantil
Você
tá indo para onde? –a mim logo pergunta meu companheiro de viagem.
Você
mora em São Paulo como eu? –e lhe falo da minha Ilha.
Mas
Floripa é uma ilha e mora só você? –sinto-me como Pequeno Príncipe.
E
tem muita praia? –e os olhos pueris se enchem de animação.
É
como o Rio? –percebo logo que é sua referencia de lugar divertido.
Eu
nadei numa piscina na casa da minha tia, e quando mergulhei, fiquei um tempão
lá no fundo.. Como uns 2 meses lá.. É, uns 2 meses no fundo...
Você
sabe mergulhar? –como explicar-lhe que a água é meu universo.
E
por que você tem que voltar para tua ilha? –o trabalho explico-lhe.
Quando
chegar, tenho que voltar a jogar bola -confidencia no mesmo tom.
Eu
gosto da escola sim, mas gosto de jogar bola.. Só não gosto do Felipe que bate
no Francisco. Não é certo, ne? –ele é incrivelmente adorável.
Só
não quero ser mais goleiro –e aproveito para saber onde ele quer jogar.
Linha...
Sou bom ali, o gol não é divertido... Você tem que esperar
sozinho...
Você sabe
jogar bola? –e tenho que quebrar-lhe as ilusões.
Vocês
empinam pipa lá no sul? –pergunta-me ao ver uma pipa pela janela.
Eu
cortei 3 pipas, uma era amarela bem grandona. –ele sorri cheio de alegria.
E
é muito longe para você chegar em casa? –conto-lhe o que me falta.
Eu
vou pegar mais 1 onibus e 2 trens p chegar em casa...É né, mae? 1 onibus e 2
trens... –ele fala esperando a confirmação da mãe que está ao lado.
Quando
eu for grande, eu vou saber entender um mapa... Ai eu vou saber onde é
tua ilha... –e a imagem do Pequeno Príncipe não me abandona.
E
ver mapa de tesouro também... Você sabe ler mapa de tesouro? -sorrio.
Eu
tenho 7 anos, mas eu vou ser mais grande depois.. Você também vai ser mais
grande? –a mente de uma criança é tão espetacular.
Eu
vou abrir meu presente de natal quando chegar, você tem presente na tua casa para
abrir também? –e lhe digo que sim, o que lhe faz feliz.
Você
dormiu, você estava cansada? Bem que a minha mãe disse para eu parar de falar,
ela disse que se eu não paro de falar, você não tem como descansar... –a mãe
dele me da um olhar de desculpas.
Você
quer descansar mais? –questiona esperando por um não.
Minha
mãe disse que é para ver se você quer bolacha, você quer? Eu divido com você...
–e divide suas bolachas com bichinhos comigo.
Como
é mesmo teu nome? –repito o meu, confirmando o dele.
Angela...vou
pedir para minha mãe escrever num papel ai eu não esqueço mais... Mas é como um
anjo, né? Ange-laa... Assim eu lembro...
Como
mencionei, incrivelmente adorável.
sábado, 23 de junho de 2012
quinta-feira, 21 de junho de 2012
J´accuse: Alice's Adventures in Wonderland [trecho] por Lewis Carroll

(…)
"- Podes dizer-me, por favor, que caminho devo seguir para sair
daqui?
- Isso depende muito de para onde queres ir... – disse o Gato.
- Preocupa-me pouco aonde ir… –disse Alice.
- Nesse caso, pouco importa o caminho que sigas, -replicou o Gato.
- …Contanto que eu chegue em algum lugar… – Alice acrescentou em
explicação.
- Oh, você conseguirá fazer isso, –falou o Gato- se você
somente caminhar o suficiente.
(…)
Arte em palavras: Poemas Malditos, Gozosos e Devotos VI por Hilda Hilst

Se mil anos vivesse
Mil anos te tomaria.
Tu.
E tua cara fria.
Teu recesso.
Teu encostar-se
Às duras paredes
De tua sede.
Teu vício de palavras.
Teu silêncio de facas.
As nuas molduras
De tua alma.
Teu magro corpo
De pensadas asas.
Meu verso cobrindo
Inocências passadas.
Tuas.
Imagina-te a mim
A teu lado inocente
A mim, e a essa mistura
De piedosa, erudita, vadia
E tão indiferente.
Tu sabes.
Poeta buscando altura
Nas tuas coxas frias.
Se eu vivesse mil anos
Suportaria
Teu a ti procurar-se.
Te tomaria. Meu Deus,
Tuas luzes. Teu contraste...
Phones On: Chega de Saudade por Tom Jobim e Vinicius de Moraes
Não sei
bem como Vinicius e Tom chegaram lá em casa, na realidade, creio que eles
chegaram antes de mim. Pois, desde pequena eles eram aquela constante enchendo
a casa com suas músicas e suas poesias. Claro, que outra influencia da
minha mãe que cantava as músicas dele como contava contos de fadas para
mim. Bossa Nova entre Cinderela e A Pequena Sereia. Essa música é tão
envolvente, tão simples, e o que mais brasileiro que se falar de saudades...
A mente destes dois era um escândalo de extraordinária.
Vai, minha tristeza, e diz a ele
Que sem ele não pode ser
Diz-lhe, numa prece, que ele regresse
Porque eu não posso mais sofrer
Chega de saudade, a realidade é que sem ele
Não há paz, não há beleza
É só tristeza e a melancolia
Que não sai de mim, não sai de mim, não sai
Mas, se ele voltar, se ele voltar
Que coisa linda, que coisa louca
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei na sua boca
Dentro dos meus braços
Os abraços hão de ser milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim
Que é pra acabar com esse negócio de vc viver longe de mim
Não quero mais esse negócio de você viver assim
Vamos deixar desse negócio de você viver sem mim...
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Pipoca: 1o Still do filme 'Maleficent' com Angelina Jolie
O filme tem data de lançamento para março
de 2014, será dirigido por Robert Stromberg, e já conta com um bom elenco
(Elle Fanning, Sam Riley,Imelda Staunton, Miranda
Richardson, Juno Temple, Lesley Manville...), e até o momento
conta como trama a visão da Malévola sobre a história da Bela
Adormecida. Pode ser bem
interessante, como se fez com o sucesso Wicked.
terça-feira, 19 de junho de 2012
J´accuse: A Insustentável Leveza do Ser [trecho] por Milan Kundera

“No começo do Gênese está escrito que Deus criou o homem para reinar sobre os pássaros, os peixes e os animais. É claro, o Gênese foi escrito por um homem e não por um cavalo. Nada nos garante que Deus desejasse realmente que o homem reinasse sobre as outras criaturas. É mais provável que o homem tenha inventado Deus para santificar o poder que usurpou da vaca e do cavalo. O direito de matar um veado ou uma vaca é a única coisa sobre a qual a humanidade inteira manifesta acordo unânime, mesmo durante as guerras mais sangrentas.
Esse direito nos parece natural porque somos nós que estamos no alto da hierarquia. Mas bastaria que um terceiro entrasse no jogo, por exemplo, um visitante de outro planeta a quem Deus tivesse dito: “Tu reinarás sobre as criaturas de todas as outras estrelas”, para que toda a evidência do Gênese fosse posta em dúvida. O homem atrelado à carroça de um marciano – eventualmente grelhado no espeto por um habitante da Via-láctea – talvez se lembrasse da costeleta de vitela que tinha o hábito de cortar em seu prato. Pediria então (tarde demais) desculpas à vaca.
>
>
Nota de rodapé: A Song of Ice and Fire por George RR Martin
2. A Clash of Kings
3. A Storm of Swards
------------------------
Total: 3.307 páginas.
Em 1 mês e meio.
3 down... 2 to go...
Penso que apenas estes números deveriam convencer qualquer um, ao menos, dar uma chance para esta série de livros. Tudo bem que me considero uma rata de biblioteca, contudo nunca tinha lido tanto, em tão pouco tempo.
Brincando com as letras: En Otros Tiempos
![]() |
Foto por Betina Humeres
|
Cuando mi papa y mama salían a estudiar,
mi abuela paterna se hacía cargo de mí.
Era yo apenas una guagua rosada,
de ojos verdes, sin cabellos o dientes.
Con alguna personalidad fuerte,
por supuesto, pues tenía que sobrevivir
a la inexperiencia y el amor de mis
tíos que me creían una muñeca.
Algunos me sentaban en cajás de zapato
y me paseaban por el suelo en uno seudo auto;
Otros me hacían fantasías para ilusionarme
en todas las historias posibles de hadas o magia;
Hacían, en mi, cariño para que yo hiciera tuto antes
de saliren con sus amigos y pololas a la noche.
Me hablaban en castellano y me cantaban músicas de Chile.
Todos en la casa mi llamaban Angeluca...
Mi abuelita me ponía sentada en la bancada y me
regalaba una parte de la masa de pan para hacer fiesta.
Al tiempo de niña que ya tenía el poder de la memoria,
me despertaba en su cama solita, ha mucho trabajaba mi Vivi.
Decía de la cama, exploraba mi mundo particular a procúrala...
De lejos, la vía en la cocina haciendo mis galletas predilectas.
Me acercaba y me ocultaba. Ella decía: “¿Donde está mi regalona?”
Y yo no podría contener la risa. Ella me piaba y me hacia feliz!
Después con los años, ella –mi Vivi- me ensilló a ser determinada,
que la “única cosa que no se puede hacer nada es: la muerte!”
A ser apreciadora de los verdaderos amigos, de la buena mesa y
de la familia reunida.“La familia es la familia, no importa como sea.”
A gastar mis platas, con responsabilidad y sabiduría, con cosas
que me tragan alegría y me hagan mejor persona;
“Quiero ver este animo para arriba, mejorar la cara!”
Y que el “odio guardado en el corazón no hace bien a la salud.”
Su actitud con la vida siempre me maravilla. La amo.
mi abuela paterna se hacía cargo de mí.
Era yo apenas una guagua rosada,
de ojos verdes, sin cabellos o dientes.
Con alguna personalidad fuerte,
por supuesto, pues tenía que sobrevivir
a la inexperiencia y el amor de mis
tíos que me creían una muñeca.
Algunos me sentaban en cajás de zapato
y me paseaban por el suelo en uno seudo auto;
Otros me hacían fantasías para ilusionarme
en todas las historias posibles de hadas o magia;
Hacían, en mi, cariño para que yo hiciera tuto antes
de saliren con sus amigos y pololas a la noche.
Me hablaban en castellano y me cantaban músicas de Chile.
Todos en la casa mi llamaban Angeluca...
Mi abuelita me ponía sentada en la bancada y me
regalaba una parte de la masa de pan para hacer fiesta.
Al tiempo de niña que ya tenía el poder de la memoria,
me despertaba en su cama solita, ha mucho trabajaba mi Vivi.
Decía de la cama, exploraba mi mundo particular a procúrala...
De lejos, la vía en la cocina haciendo mis galletas predilectas.
Me acercaba y me ocultaba. Ella decía: “¿Donde está mi regalona?”
Y yo no podría contener la risa. Ella me piaba y me hacia feliz!
Después con los años, ella –mi Vivi- me ensilló a ser determinada,
que la “única cosa que no se puede hacer nada es: la muerte!”
A ser apreciadora de los verdaderos amigos, de la buena mesa y
de la familia reunida.“La familia es la familia, no importa como sea.”
A gastar mis platas, con responsabilidad y sabiduría, con cosas
que me tragan alegría y me hagan mejor persona;
“Quiero ver este animo para arriba, mejorar la cara!”
Y que el “odio guardado en el corazón no hace bien a la salud.”
Su actitud con la vida siempre me maravilla. La amo.
Phones On: Hotel Song por Regina Spektor
Há uns 3 anos, num dia tedioso, cansada das minhas músicas, roubei as do meu irmão para ir ouvindo até o trabalho. E quando ouvi esta música, lembrei da cena da Bridge Jones dançando loucamente. Porque as músicas da Regina são assim. Fazem qualquer dia tedioso ter sol.
Come in...
Come in...
Come into my world
I've got to show show show you
come into my bed
I've got to know know know you
I have dreams of orca whales and owls
but I wake up in fear
you will never be my, you will never be my fool
will never be my fool
Floaters in my eyes
wake up in the hotel room
cigarettes and lies
I am a child, it's too soon
I have dreams of orca whales and owls
but I wake up in fear
you will never be my, you will never be my fool
will never be my fool
A little bag of cocaine
a little bag of cocaine
so is the girl wearing my dress
I figured out her number
inside a paper napkin
but I don't know her address
I wade downstairs
The porter smiles to me
a smile I've bought
with a couple of gold coins
a sign that I've been caught
I have dreams of orca whales and owls
but I wake up in fear
you will never be my, you will never be my dear
will never be my dear, dear friend
My dear, dear friend...
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Cover to Cover: On The Road por Jack Kerouac
“Eu tinha acabado de me livrar de uma doença séria, da qual
nem vale a pena falar, exceto que teve algo a ver com a maldita separação
e com o meu sentimento de que tudo estava morto. Com a vinda de Dean
Moriarty começa a parte de minha vida que pode ser chamada de vida na estrada”.
Quando eu soube que o Salles tinha conseguido quebrar
a maldição, e finalmente o projeto para adaptar este livro tinha
conseguido o sinal verde do Copolla... Fiquei contentíssima.
O diretor brasileiro já tinha provado seu feeling com road
movies com o magistral Diários de Motocicleta, e Kristen Stewart
(no elenco desde os 16 anos por Marylou) afirmava que era um dos seus livros
favoritos. E alguém que tem Steinbeck como autor preferido, tem
todo meu credito. Assim, com ótimos indícios, coloquei este clássico na
minha lista dos livros have to read.
>
>
domingo, 17 de junho de 2012
J´Accuse: Dear Ryan Gosling por Meghan O'Keefe
Hey Boy,
I think we need to talk.
You have to stop. Just stop. It’s
getting to be too much. See, I’m just a girl who sits in a cubicle all day. I
have to live in a real world. Not the kind of “real world” with MTV cameras and
token drama queens. I live in the kind of “real world” where I have to deal
with men who can’t afford to buy me coffee and who can’t emotionally commit.
The longer you continue to be so Ryan Gosling, the harder it’s going to be for
me to want to live in that world.
For my own sanity and for the sanity of
women like me everywhere, I made a list of ways in which you can stop being so
Ryan Gosling.
TV: Dowton Abbey por Julian Fellowes
Esta série inicia-se com o naufrágio do Titanic, e o que ele representou: o declínio de uma era. E as inquietações do novo século. É uma série fenomenal, rápida (com apenas 7 capítulos por temporada), brilhantes nos detalhes... Em situaçoes que parecem tao sem lógica, mas estavam gravadas em pedra na sociedade inglesa do século XIX.
>
Phones On: Al Otro Lado Del Rio por Jorge Drexler
Não apenas indicado ao Oscar, Drexler levou o premio de melhor musica original... E mais que isso, seu discurso foi memorável. Como não deixaram-no cantar sua própria musica durante o show, por não ser uma cara conhecida (colocaram Santana e Bandeiras); ao ganhar...Subiu e cantou-a toda, tirando aplausos de todos. Essa música é linda.
Clavo mi remo en el agua
Llevo tu remo en el mío
Creo que he visto una luz al otro lado del río
El día le irá pudiendo poco a poco al frío
Creo que he visto una luz al otro lado del río
Sobre todo creo que no todo está perdido
Tanta lágrima, tanta lágrima y yo, soy un vaso vacío
Oigo una voz que me llama casi un suspiro
Rema, rema, rema-a Rema, rema, rema-a
En esta orilla del mundo lo que no es presa es baldío
Creo que he visto una luz al otro lado del río
Yo muy serio voy remando muy adentro sonrío
Creo que he visto una luz al otro lado del río
Sobre todo creo que no todo está perdido
Tanta lágrima, tanta lágrima y yo, soy un vaso vacío
Oigo una voz que me llama casi un suspiro
Rema, rema, rema-a Rema, rema, rema-a
Clavo mi remo en el agua
Llevo tu remo en el mío
Creo que he visto una luz al otro lado del río
J´accuse: Namore uma garota que lê por Rosemary Urquico
(NOTA: Minha sis mandou este texto para mim. Creio-o muito correto. Boa leitura!)
Texto original: Date a girl who reads – Rosemary Urquico
http://meantforsilence.blogspot.com.br/2011/03/date-girl-who-reads-rosemary-urquico.html?spref=fb
http://meantforsilence.blogspot.com.br/2011/03/date-girl-who-reads-rosemary-urquico.html?spref=fb
Tradução e adaptação – Gabriela Ventura
http://quinasecantos.wordpress.com/2011/04/28/prato-do-dia-namore-uma-garota-que-le-rosemary-urquico/
Namore uma garota que gasta seu dinheiro em livros, em vez
de roupas. Ela também tem problemas com o espaço do armário, mas é só porque
tem livros demais. Namore uma garota que tem uma lista de livros que quer ler e
que possui seu cartão de biblioteca desde os doze anos.
Encontre uma garota que lê. Você sabe que ela lê porque ela sempre vai ter um
livro não lido na bolsa. Ela é aquela que olha amorosamente para as prateleiras
da livraria, a única que surta (ainda que em silêncio) quando encontra o livro
que quer. Você está vendo uma garota estranha cheirar as páginas de um livro
antigo em um sebo? Essa é a leitora. Nunca resiste a cheirar as páginas,
especialmente quando ficaram amarelas.
>
>
Brincando com as letras: Ao me perder
Ao me perder em você...
Bendigo nossos caminhos por terem se entrelaçado;
Agradeço nossa teimosia em querer estar junto;
Reconheço nossos esforços na compreensão do universo alheio;
Admiro nossa felicidade com o simples e belo dia após o outro;
Respeito nossos passos sempre curvando desafios;
Amo nossa historia tecida conjuntamente entre estrelas e passagens;
Essa nossa alegria malandra, não apenas me inspira, ela me nutre de uma
esperança nova... Desconhecida até aqui.
Ao me perder em você não temo esquecer quem sou e o que desejo.
É uma das razoes pela qual te amo tanto;
Fragmentos: Ao meu antigo amor...
Escuto Nina Simone gritar ne me quitte pas com sua
voz rouca e temível. Sei que outros escolheriam uma versão mais tradicional à
la Piaf, mas não quero cor-de-rosa no momento.Gosto da tristeza compartilhada
por aquela cantora de blues, que geme baixinho para não ser abandonada e pede o
esquecimento do tempo perdido e mal compreendido, da mesma maneira, da
sonoridade abafada e pautada da gravação antiga.
“Ne me quitte pas
Il faut oublier
Tout peut s'oublier
Qui s'enfuit déjà
Oublier le temps
Des malentendus
Et le temps perdu...’’
Com a letra em si, la parole, não concordo. A paixão acabou e não se
deveria implorar para que se siga vivendo apenas com o amor de um, não basta.
Não é justo para nenhum dos envolvidos, por mais que se sinta ser socialmente
aceito. Sim, o amor também tem morte natural.
(O vento que corta não tem pena do meu rosto, cubro-o ainda
mais com meu cachecol laranja. O frio que sinto no meu peito, com este nada
posso fazer).
Por isso, diria a um antigo amor, “sei que nossa separação
foi o melhor a ser feito”. E mesmo assim, compreendo que existirão dias de
arrependimento. Mas tudo passa. Este não é mais o nosso momento. Espero que ele
não se ofenda quando souber de amarguras proferidas por mim, que por não saber
mais da minha vida, pense que minhas palavras são exclusivas a ele. A distancia
cria mal-entendidos. Às vezes casos interessantes...Todavia, isso é outra
historia.
(Procuro nos bolso o suficiente. Conto as Kč. Separo o
que quero. Possoouvir o rio. Uma criança foge da sua mãe com um belo
doce não mão).
>
>
Menu: Dicas na Cozinha & História de Família
Eu tenho ótimas memórias das cozinhas das minhas
avós. Era aquela mundo mágico de coisas boas, de cheiros gostosos,
de combinações, de correria, de sons, do calor do fogão, de ir na horta,
passar no mercado, de queimaduras e acidentes, gritaria, de muitas historias,
de muita fofoca, de muito drama. Desde bem pequena, isso me marcou,
minha 1a memória é com menos de 2 anos estar fazendo pan amassado com
a Vivi na casa antiga do Jardim Anchieta... Cozinha sempre
significou família para mim.
Minhas duas avós eram bem diferentes culinariamente falando;
enquanto a cozinha da Vó Maria era grande e simples, no campo, comida italiana
e gaucha, nada podia ser desperdiçado, batalhão cozinhando, livros de
receitas em 2o plano, casa sempre cheia, porta de casa nunca trancada... Minha
Vivi tinha a cozinha bem pequena e prática, na cidade, comida chilena e todo o
requinte da haute cousine, nada de ficar sofrendo com a raspa da vasilha,
unicamente ela no fogão, livros de receita eram sagrados, casa tranquila,
porta de casa bem trancada mas sempre aberta a família e
amigos.
>
Focus: Jorge & Zélia
Aos 14 anos, li o meu primeiro Jorge Amado: Capitães de Areia. Era dever de escola. E me apaixonei em como aquele baiano tinha tanta coragem de escrever sobre a vida, nos mais variados e fantásticos e reais personagens... Misturando a sensualidade, a cultura, a tradiçao, a fé, os tabus, a injustiça, as sagas, os segredos, o espiritual...O ritmo dele em cada frase era como musica... Podia ser algo da Terra dele tao distante da minha, mas ecoava aqui no Sul para mim igualmente.
Quando menor, já tinha acompanhado historias dele em novelas e filmes, e achava tao divertido que a minha mãe sabia o que acontecia com os personagens antes do capítulo passar. Então, recorri a ela e sua estante de livros e li um livro de Jorge atrás do outro.
>
>
Phones On: Lucy In The SKy With Diamonds por The Beatles
Sei que esta música já é cercada de controvérsia, mas creio que as vezes as pessoas esquecem o quanto linda é a poesia dela. É algo fascinantemente belo.
Picture yourself in a boat on a river
With tangerine trees and marmalade skies
Somebody calls you, you answer quite slowly
A girl with kaleidoscope eyes
Cellophane flowers of yellow and green
Towering over your head
Look for the girl with the sun in her eyes
And she's gone
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Follow her down to a bridge by a fountain
Where rocking horse people eat marshmallow pies
Everyone smiles as you drift past the flowers
That grow so incredibly high
Newspaper taxis appear on the shore
Waiting to take you away
Climb in the back with your head in the clouds
And you're gone
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Picture yourself on a train in a station
With plasticine porters with looking glass ties
Suddenly someone is there at the turnstile
The girl with kaleidoscope eyes
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
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